domingo, 27 de fevereiro de 2011

Biblioteca Municipal do Peso da Régua

 A palavra biblioteca tem sua origem nos termos gregos biblío (livro) e teca (caixa), significando a caixa ou casa de livros,  um local onde os livros seriam colocados, de forma organizada, para consultas e leitura. A maior biblioteca da Antiguidade foi construída no século IV antes de Cristo em Alexandria, no Egipto, por Alexandre, o Grande (ver figura). Nela, foram reunidos 60 mil volumes, manuscritos em folhas de papiro (planta própria de terrenos inundados, a partir da qual os antigos Egípcios faziam folhas finas para escrever) ou em pergaminhos (peles de carneiro, cabra, ovelha ou cordeiro,  preparadas para servir como material de escrita), com textos de literatura grega, egípcia, assíria e babilónica. Essa fantástica colecção foi destruída em 640 depois de Cristo, quando os árabes conquistaram Alexandria. Durante a Idade Média, a Europa Ocidental esteve sob o domínio cultural da Igreja Católica. Por essa razão, as bibliotecas ficaram restritas aos mosteiros. A Igreja monopolizou a comunicação escrita: a cópia e iluminação (desenhos pintados) de manuscritos, era feita sobretudo em mosteiros e conventos. Mais tarde, durante o Renascimento (período de Renovação artística, literária e científica, situado entre os séculos XIV e XV, e que, se realizou no plano estético, como pintura, escultura e arquitectura, tendo em conta os modelos  da cultura clássica greco-romana) duas forças impulsionaram o desenvolvimento de bibliotecas. De um lado, as universidades criaram as primeiras bibliotecas públicas, destinadas principalmente ao uso de professores e alunos. De outro, nobres e sábios, ou simplesmente coleccionadores apaixonados de manuscritos, deram grande impulso à criação de bibliotecas privadas, que aumentaram em número e qualidade durante os séculos XIV e XV.
Contudo, escrever à mão era um processo lento e trabalhoso, tanto para elaborar o original de uma obra como para reproduzi-la. A reprodução de um número razoável de cópias era mesmo um trabalho para uma vida e a população do mundo aumentava assim como o número de alfabetizados e leitores. Dada esta situação,  já há bastante tempo algumas pessoas habilidosas vinham tentando encontrar um meio rápido e eficaz para gravar a escrita. Os primeiros caracteres móveis inventados com esse fim eram de argila.
 Foi apenas no século XV que o alemão Johann Gutenberg iventou a prensa, uma sofisticada máquina constituída por um molde de metal, com as diversas letras, sinais de pontuação e todos os outros caracteres usados na escrita manual,  uma espécie de alavanca.prensa e uma tina de tinta. Esses caracteres podiam ser reagrupados para imprimir textos diferentes. Por essa razão, Gutenberg ficou conhecido como o "Pai da Imprensa". O primeiro livro impresso por Gutenberg - a célebre "Bíblia de 42 linhas", em tipos góticos - é o marco histórico dessa revolução que significou a possibilidade de produzir livros em escala industrial e, automaticamente, para um número quase ilimitado de leitores.
Graças a esta extraordinária invenção, foi possível imprimir uma série de livros e torná-los acessíveis a toda a gente, espalhando assim a cultura e o saber por todo o mundo.

Sem comentários:

Enviar um comentário