segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Viagens de Barco na Régua

   Pode subir ou descer o rio de barco, sendo um dos trajectos feitos de comboio. Embarque numa inesquecível viagem de barco e descubra uma das mais belas paisagens de Portugal, percorrendo o Vale do Douro, primeira Região Demarcada de Vinho em todo o mundo.


Barragem da Régua

A Barragem da Régua está localizada no distrito de Vila Real, na bacia hidrográfica do Douro, no rio Douro, em Portugal. A construção foi finalizada em 1973.
Possui uma altura de 41 m acima da fundação e um comprimento de coroamento de 350 m. A capacidade instalada de produção de energia eléctrica é de 180 MW.
A barragem inclui no encontro esquerdo uma eclusa do canal de navegação do Douro, com um comprimento de cerca de 90 m e uma largura de 12,1 m, que vence um desnível máximo de 28,5 m.A

Barragem da Régua

Viagens de Comboio


Apesar dos progressos da rede rodoviária portuguesa, o comboio continua a ser o grande meio de transporte para visitar o Douro Vinhateiro, Património da Humanidade e, por extensão, a cidade da Régua. Aquilo que na estrada é uma sucessão de curvas pronunciadas e de rampas íngremes, aqui passa a ser uma tranquila fruição da paisagem a partir da janela direita (no sentido da marcha) da carruagem. Vinhedos, quintas e margens do Douro enchem os sentidos do viajante e transformam-se numa experiência gratificante.
Mas se a viagem quase poderia ser um fim em si mesmo, na Régua há muito para ver e apreciar. Uma boa parte do crescimento da cidade foi determinado pela produção e distribuição do Vinho do Porto e essas marcas estão bem patentes, quer nos cais e armazéns ribeirinhos, quer na interessante arquitectura da Casa do Douro. Depois, são as festas anuais e sua animação, desde a véspera de Santo António na sede do concelho, à celebrada festividade dedicada a Nossa Senhora do Socorro pelo 15 de Agosto. Sem esquecer a gastronomia, generosa e pujante, como, por exemplo, Miguel Torga a descreveu. E a toda a volta uma natureza transformada pelo homem mas grandiosa e empolgante no espectáculo dos vinhedos a treparem encosta acima, enchendo o horizonte de cores tão diversas como a sucessão dos dias do ano.

Comboio Histórico

    O comboio histórico já se tornou num cartaz turístico da região duriense permitindo aos turistas verem os painéis de azulejos da estação do Pinhão, retratando a vida das gentes do Douro.

   Os comboios a vapor tiveram uma importância histórica determinante para o desenvolvimento da região do Douro, nomeadamente no escoamento do Vinho do Porto e na comunicação entre as localidades durienses.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Biblioteca Municipal do Peso da Régua

 A palavra biblioteca tem sua origem nos termos gregos biblío (livro) e teca (caixa), significando a caixa ou casa de livros,  um local onde os livros seriam colocados, de forma organizada, para consultas e leitura. A maior biblioteca da Antiguidade foi construída no século IV antes de Cristo em Alexandria, no Egipto, por Alexandre, o Grande (ver figura). Nela, foram reunidos 60 mil volumes, manuscritos em folhas de papiro (planta própria de terrenos inundados, a partir da qual os antigos Egípcios faziam folhas finas para escrever) ou em pergaminhos (peles de carneiro, cabra, ovelha ou cordeiro,  preparadas para servir como material de escrita), com textos de literatura grega, egípcia, assíria e babilónica. Essa fantástica colecção foi destruída em 640 depois de Cristo, quando os árabes conquistaram Alexandria. Durante a Idade Média, a Europa Ocidental esteve sob o domínio cultural da Igreja Católica. Por essa razão, as bibliotecas ficaram restritas aos mosteiros. A Igreja monopolizou a comunicação escrita: a cópia e iluminação (desenhos pintados) de manuscritos, era feita sobretudo em mosteiros e conventos. Mais tarde, durante o Renascimento (período de Renovação artística, literária e científica, situado entre os séculos XIV e XV, e que, se realizou no plano estético, como pintura, escultura e arquitectura, tendo em conta os modelos  da cultura clássica greco-romana) duas forças impulsionaram o desenvolvimento de bibliotecas. De um lado, as universidades criaram as primeiras bibliotecas públicas, destinadas principalmente ao uso de professores e alunos. De outro, nobres e sábios, ou simplesmente coleccionadores apaixonados de manuscritos, deram grande impulso à criação de bibliotecas privadas, que aumentaram em número e qualidade durante os séculos XIV e XV.
Contudo, escrever à mão era um processo lento e trabalhoso, tanto para elaborar o original de uma obra como para reproduzi-la. A reprodução de um número razoável de cópias era mesmo um trabalho para uma vida e a população do mundo aumentava assim como o número de alfabetizados e leitores. Dada esta situação,  já há bastante tempo algumas pessoas habilidosas vinham tentando encontrar um meio rápido e eficaz para gravar a escrita. Os primeiros caracteres móveis inventados com esse fim eram de argila.
 Foi apenas no século XV que o alemão Johann Gutenberg iventou a prensa, uma sofisticada máquina constituída por um molde de metal, com as diversas letras, sinais de pontuação e todos os outros caracteres usados na escrita manual,  uma espécie de alavanca.prensa e uma tina de tinta. Esses caracteres podiam ser reagrupados para imprimir textos diferentes. Por essa razão, Gutenberg ficou conhecido como o "Pai da Imprensa". O primeiro livro impresso por Gutenberg - a célebre "Bíblia de 42 linhas", em tipos góticos - é o marco histórico dessa revolução que significou a possibilidade de produzir livros em escala industrial e, automaticamente, para um número quase ilimitado de leitores.
Graças a esta extraordinária invenção, foi possível imprimir uma série de livros e torná-los acessíveis a toda a gente, espalhando assim a cultura e o saber por todo o mundo.